Tudo nesta vida termina mais cedo ou mais tarde. Mas é engraçado como tudo começa quando algo termina. É esta a lei da vida. Tudo é ciclico. Tudo vai e vem, progride e regride. Nascemos quando acaba a gestação, ficamos mais velhos cada vez que acaba um ano, morremos quando acaba a vida, e é nesse preciso instante que nasce outro alguém. Tudo passa, mas ao mesmo tempo tudo volta. Os ciclos repetem-se, no entanto nunca ao mesmo tempo, nunca da mesma forma. As relações também são assim, acabam umas, começam outras. Por vezes é mesmo triste assistir ao fim de uma relação, seja ela de que tipo for. Outras vezes parece apenas que somos simples grãos de areia numa praia, e que assim que o vento começa a soprar, somos levados para outro lado, e para outros grãos de areia diferentes. Parece-me difícil aceitar isso. Nunca lidei bem com os desaparecimentos e abandonos repentinos, pelo que tenho sempre dificuldade em aceitar que determinadas pessoas trocam de mulher com a mesma facilidade com a que se trocam as peças de roupa.
Recuso-me a aceitar isto... Recuso-me a compreender.
E é daquelas pouquíssimas coisas na vida
que me recuso mesmo a desculpar.

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